A Climatização na Perspectiva da Larcli

Desde tempos remotos, a humanidade procurou proteger-se contra as agruras do tempo. Com as peles dos animais, a descoberta do fogo, as cavernas, enfim, um sem número de soluções e descobertas.

Sobretudo, no tempo dos romanos, as lareiras e as condutas por baixo das zonas de banho onde passavam as chamas, solucionaram a questão principal: o aquecimento. Durante muitos séculos houve pouca evolução. Nos últimos dois séculos, criaram-se novos sistemas, objectivamente comerciais e mais funcionais, para acesso a um público mais extenso.

Actualmente, deparamo-nos com um excesso de ofertas na área da climatização. Mas, a escassez e o cada vez mais elevado custo da energia, submete-nos conscientemente para um conjunto de soluções mais reduzidas. A inevitável extinção dos recursos subterrâneos como o caso do carvão, petróleo, e gás, lançam novos desafios na busca de soluções ou descobertas.

Várias alternativas, sobretudo as renováveis, são a maior aposta no presente. Na climatização, vertente do aquecimento, os recursos florestais e a energia solar são a maior solução com um significativo conjunto de equipamentos que permitem a sua utilização, quer individual, quer como conjunto na resposta as necessidades do conforto no lar.

Um factor determinante para esta intenção, é a subida exponencial dos combustíveis, e a redução do poder de compra. Neste dramático conjunto, a lenha e o sol aparecem como uma solução credível de substituição dos tradicionais sistemas de aquecimento.

Hábitos criados ao longo dos anos fazem desesperar os consumidores dos sistemas de aquecimento. Efectivamente, as tradicionais caldeiras de gasóleo ou gás tem uma confortável autonomia, permitindo a total automatização com pouca intervenção humana, resumindo-se praticamente a reabastecimentos e revisões anuais.

Naturalmente, as propostas de substituição destas caldeiras de gás ou gasóleo, devem prever o mesmo tipo de conforto e a melhor automatização para comodidade dos clientes.

Não podemos descurar situações com mais mão-de-obra, como é o caso das caldeiras de lenha ou recuperadores. Aqui a autonomia resume-se a umas horas que podem ser por o período integral de uma noite. Dependendo da selecção que se faça para sistemas de lenha, tem-se sempre a vantagem de consumir um produto natural e de pouca maquinação para a sua transformação adequada ao tamanho para ser queimada.

A grande vantagem, é existir em abundancia no nosso país.

Lenha

Caldeira_Lenha

Lenha

Caldeira a Lenha - Chama Invertida

Já no caso das pellets, o seu fabrico obriga a maquinação própria. Se por um lado o seu fornecimento fica confinado a fabricantes ou distribuidores, por outro permite a total automatização nos sistemas de aquecimento. Regra geral, as máquinas de aquecimento a pellets existentes no mercado, vêm com equipamento para auto-ignição. O que determina a sua maior autonomia é o tamanho do silo e o consumo médio da instalação. As máquinas com maior autonomia, devem vir previamente equipadas com sistema automático de extracção das cinzas resultantes da queima.

Informa-mos também que, existem várias máquinas domésticas para fabrico “caseiro” de pellets, cujo custo é acessivo.

Pellets

peletizadora

Pellets

Peletizadora

As nossas razões!

Porquê a nossa determinação nos sistemas com este tipo de combustível? Simples, a lenha é o petróleo português e é renovável. E as pellets não são mais que um derivado da lenha!

Cada vez mais se fala em ecologia. As preocupações ambientais preocupam governos e a humanidade em geral. O efeito de estufa com todas as adversidades resultantes, criam alterações climatéricas e desequilíbrio no planeta.

Todos os anos milhares de hectares são queimados em incêndios. Todos os anos os nossos governantes gastam milhões de Euros em meios para combate a este flagelo. Bastava apenas uma maior politica de prevenção, como a desmatação nalguns casos, e a limpeza de matas na maioria. O produto daí extraído é o dito petróleo português, ou europeu, ou mundial. A limpeza é uma forma de criar combustível de forma renovável e uma forma natural de combater a propagação os incêndios. A floresta tornar-se-ia mais rentável, mais produtiva, e de maior qualidade de madeira. A propagação de pragas também ficaria mais confinada.

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